Dicas básicas para adaptação escolar de crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

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A escola se constitui como um recurso fundamental para enriquecer as experiências sociais dos indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), oportunizando a interação entre pares e contribuindo para o desenvolvimento de novas aprendizagens e comportamentos. Entretanto para que uma criança ou jovem com TEA sinta-se bem nesse espaço e compreenda o que se espera dela, faz-se necessário na maioria das vezes realizar algumas adaptações.

Ao dar início a um ano letivo surgem vários questionamentos acerca da inclusão desses alunos, dúvidas de como inserir ele em uma nova escola, ou em uma nova sala, ou até mesmo de como ele se adaptará a nova professora. Tendo em vista esses questionamentos apresentaremos algumas dicas de como adaptar esse espaço para receber esse indivíduo, ou mesmo de como fazê-lo compreender melhor o que se espera dele, gerando previsibilidade.

Apresentação prévia da escola e da(o) professora(o)
Ao mudar de escola faz-se necessário uma apresentação prévia da escola e da professora. Para facilitar essa apresentação pode-se levar a criança antes mesmo que as aulas iniciem para que ela já possa conhecer a estrutura da escola, a sala em que vai estudar e se possível conhecer também a professora. Podem ser utilizadas sequências com imagens da nova escola e da equipe pedagógica para que o aluno vá se familiarizando com esse ambiente e com essas pessoas.

Somar - Apresentação prévia da escola e do (a) professor (a)

Somar - Rotina VisualRotina visual
A rotina visual dá sentido para o que esperamos do aluno durante o turno em que ele permanecerá na escola, pois esta oferece uma programação visual para auxiliar o indivíduo a organizar e prever tudo que acontecerá em seu turno escolar, diminuindo a ansiedade sobre não saber o que se espera dele nesse ambiente.

Essa rotina deverá conter informações visuais sobre tudo que ele irá realizar no ambiente escolar, desde sua chegada até sua saída e a mesma deve estar exposta na sala de aula assim que ele chegar.

Através dessa rotina o indivíduo compreenderá o que irá acontecer com ele em cada momento, ao invés de simplesmente ser levado para as atividades. Assim ele também compreenderá quanto tempo falta para realizar alguma atividade, bem como para finalizar seu turno escolar.

De acordo com Fonseca (2009), a rotina visual promove melhora no comportamento e auto monitoramento das crianças com autismo. Essa estrutura ajuda na compreensão do que é preciso ser alcançado e no entendimento do que os outros esperam que a criança faça (SCHWARTZ, 2010).

Avaliação Inicial
Se a criança for nova na escola é necessário realizar uma avaliação inicial para identificar o nível de desenvolvimento do aluno, suas habilidades e dificuldades.

Planejamento Individual
Após identificar as habilidades e dificuldades do aluno, a equipe escolar deverá construir o planejamento individual do mesmo, para que possam ser traçados os objetivos a serem alcançados durante o ano com o referido estudante.

Adaptação do ambiente e das atividades
Para alguns alunos faz-se necessário que sejam realizadas adaptações no ambiente utilizando indicações visuais, sinalizadores e estratégias para facilitar a independência deste indivíduo no ambiente.

As atividades desenvolvidas com o aluno muitas vezes também precisam de adequações, para que estejam de acordo com seu nível de compreensão, assim o momento de execução das atividades se tornará mais motivador e funcional.

Diante dessas adaptações é importante ter o cuidado de não esquecer que cada sujeito é único e para realizar qualquer tipo de estratégia faz-se necessário avaliar o aluno e respeitar a individualidade de cada um. Outro ponto relevante é a troca com a família e os demais profissionais que acompanham o aluno para que juntos possam facilitar o processo de desenvolvimento do mesmo.

Por Helena Andrade – Psicóloga Comportamental – Clínica SOMAR

Referências bibliográficas
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION – APA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais – DSM-5. Editora Artmed, Porto Alegre, RS, ed. 5, 2014.

FONSECA, M. E. G. O uso de agendas visuais: um guia para pais e educadores. Julho 2009.

SCHWARTZ, M; KINDELL, L. Transtornos do espectro autista e a importância de estrutura. Altitude: Partnering with Families, 2010. Traduzido por Ana Maria Serrajordia Ros de Mello e Rebeca Costa e Silva

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Autor

Equipe Somar

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