O treino do banheiro para o TEA

O treino do banheiro para o TEA

 

Toda família sonha com o momento em que suas crianças irão passar a usar o banheiro com independência. Para indivíduos com Transtorno do Espectro do Autismo, esse desafio parece ser ainda maior.

É necessário ser considerado que não existe uma idade certa para o desfralde, porém o indicado é que não seja iniciado antes dos 24 meses. Também em seu processo não há um tempo determinado para que de fato a criança deixe de usar fraldas. Para indivíduos com TEA, o desfralde pode levar um pouco mais de tempo e é necessário usar alguns procedimentos para facilitar essa aquisição.

O responsável deverá levar a criança ao banheiro em média a cada 30 minutos e registrar se ela urinou ou evacuou, para saber a média de tempo que isso ocorre. Também deve se estabelecer um limite de tempo para manter a criança no banheiro, sendo no máximo 5 minutos.

Outro ponto crucial é a motivação.

A criança não deve ser tirada de atividades que ela goste para ser levada ao banheiro, minutos antes do horário determinado não a deixe exposta a estímulos reforçadores, para que esse novo ambiente (banheiro) não se torne aversivo. Também é válido levar brinquedos de seu interesse para motivar a permanência dela neste ambiente e, caso ocorra a eliminação/evacuação, a criança deverá ser elogiada, caso ocorra na roupa, ela deverá ser trocada sem que o responsável faça comentários.

É importante também que o vaso sanitário seja confortável, sendo necessário em alguns casos o uso de um redutor de assento ou de uma plataforma sobre os pés da criança.
Estudos mostram que indivíduos com autismo são muito bons visualmente, dessa forma é importante também a apropriação de recursos facilitadores, como as pistas visuais, sendo um exemplo usar uma sequência de imagens de cada etapa da ação do que deve ser feito no banheiro.

É importante ressaltar que esse é um período de autoconhecimento do controle do corpinho da criança e precisamos respeitar o tempo e a individualidade de cada uma delas.

Por: Rayane Nunes Alves e Silva

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