O uso de Histórias Sociais para crianças autistas

O uso de Histórias Sociais para crianças autistas

 
Por: Luana Lindoso Passos (Diretora e Psicóloga da SOMAR)

Crianças com TEA apresentam uma rigidez de pensamento, dificuldade em compreender contextos e dificuldade na linguagem receptiva (comportamento de ouvinte), ao mesmo tempo estas crianças possuem uma memória visual preservada. Estudos mostram que quanto mais características físicas e estruturada for o tipo de dica, mais rápido é o aprendizado das crianças com TEA. Assim, recursos visuais têm sido cada vez mais utilizados nas intervenções comportamentais, por trazer ganhos importantes nas aquisições de diferentes habilidades.

O termo Social Story (História Social), foi criado por Carol Gray em 1990, com o objetivo de facilitar o ensino de novas habilidades sociais para crianças com TEA.

Sabe-se que uma grande dificuldade destas crianças é compreender situações sociais, consequentemente apresentam déficits em formular respostas adequadas a estas situações. As Histórias Sociais têm a função de destrinchar de uma forma visual, objetiva e clara, a situação social que a criança apresenta dificuldade, bem como apresentar a possibilidade de resposta em cada situação.

As histórias sociais são apresentadas em formatos de livros e cada um possui uma determinada situação social. A situação deve estar quebrada em pequenos passos e associadas a imagens, para facilitar ainda mais o entendimento desta criança. A produção de cada livro vai depender da individualidade de cada um, algumas crianças, por exemplo podem não saber lidar com a situação de ir ao cabeleireiro, outras podem não ter esta dificuldade.

Os livros podem ser confeccionados pelo próprio familiar, visto que algumas situações são bem específicas de uma determinada criança, porém é possível encontrar alguns livros já prontos, por serem histórias comuns de situações difíceis para o autista, como por exemplo ir ao médico, viajar de avião, ir a festas de aniversários e ir a restaurantes.

O livro pode ser lido por um adulto no início, mas este pode estimular a criança se for alfabetizada a ler sozinha, se não for alfabetizada o adulto deve ler para ela, apontando para os estímulos visuais para que ela possa em outros momentos fazer a leitura das imagens sozinha.

É importante que o livro seja lido todos os dias até que a criança compreenda à situação social, assim como saiba agir diante de determinada situação.

Saiba mais no site da “A Turma Lá Da Rua“, produtora dos livros.

Autor

Luana Passos

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