Os estímulos sensoriais e a criança com Transtorno do Espectro do Autismo

Os estímulos sensoriais e a criança com Transtorno do Espectro do Autismo

As crianças organizam seus sentidos ainda nos primeiros anos de vida. Quando um bebê coloca objetos na boca ou bate objetos no chão, está enviando informações do mundo externo para seu cérebro. Quando a criança, um pouco maior, de 3 a 4 anos pula na cama, roda em torno do próprio eixo até ficar tonta, ela está adequando os seus sentidos.

Crianças com TEA também recebem informação sensorial no decorrer da sua vida, porém necessitam de períodos maiores para organizar os seus sentidos e geralmente os vivenciam de forma mais intensa do que outras crianças para conseguir absorver essas informações.

Muitas vezes, elas manifestam respostas sensoriais atípicas, podendo apresentar uma hiposensibilidade à estímulos sensoriais ou uma hipersensibilidade a estes estímulos.

Somar Artigo - Os estímulos sensoriais e a criança com Transtorno do Espectro do AutismoAs crianças hiposensíveis necessitam de uma intensidade maior de estímulos, apresentam buscas intensas de sensações, como olhar agua caindo, olhar o ventilador rodar, cheirar ou colocar objetos na boca, morder, pular ou girar.

Já as crianças hipersensíveis evitam alguns tipos de estímulos sensoriais, essas podem apresentar restrição alimentar, intolerância a alguns tipos de tecidos ou etiquetas, intolerância ao barulho, entre outros.

Também pode acontecer da mesma criança ser hiposensível a determinados estímulos e hipersensível a outros.

A estimulação sensorial, seja com estímulos táteis, visuais, auditivos, olfativos, proprioceptivos, vestibulares, ajudam a criança a vivenciar esses estímulos sensoriais facilitando a compreensão da informação recebida pelo corpo e aceitação da mesma.

Para as crianças hiposensíveis, que apresentam grande busca sensorial, pode-se apresentar materiais sensoriais, tais como: esponjas (ásperas e macias), algodão, estímulo vibratório (massageador), tapetes com diferentes texturas, entre outros. É importante apresentar o estímulo e direcionar o uso para que este não seja manipulado de forma estereotipada.

Em crianças que apresentam hipersensibilidade não se deve forçar que a criança toque determinado objeto, textura ou ambiente que a mesma tem repulsa, pois isso pode provocar uma experiência traumática e fazer com que a criança evite se expor novamente a situação ou sinta medo de ser exposto. O trabalho que se deve fazer com essas crianças é de dessensibilzação, sendo necessário trabalhar de forma gradual para que a criança possa vir a aceitar esses estímulos de forma mais natural.

Profissionais especializados podem orientar os pais, familiares e outros profissionais em como auxiliar suas crianças nesse processo de organizar as suas sensações.

Iris ReisTerapeuta Ocupacional SOMAR
Milena AmâncioTerapeuta Ocupacional SOMAR

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Equipe Somar

8 comentário(s). Adicione os seus

  1. 25th abril 2017 | Francisca Ivoneide disse:
    Amei a matéria
  2. 25th abril 2017 | Francisca Ivoneide disse:
    Sou professora da sala de recursos multifuncionais e amei o artigo.
  3. 2nd maio 2017 | Equipe Somar disse:
    Olá Francisca, obrigado pelo elogio! Trabalhamos com afinco para sempre apresentarmos o melhor e evoluir cada vez mais. Abraços, equipe Somar.
  4. 2nd maio 2017 | Equipe Somar disse:
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  5. 16th agosto 2017 | Cristiane disse:
    Boa noite!!! Sou Terapeuta ocupacional, atendo crianças autistas, porem, com uma criança específica, estou tendo muita dificuldade em proporcionar estímulos orais, o qual ele busca incessantemente. Lambe as mãos, mesa, janelas, tudo vai a boca. A mãe sempre ofereceu aliimentos, frutas, bolachas, etc cortadinhas. Agora orientei a passar a oferecer em pedaços, para q ele mesmo corte. A grande dificuldade, ele é diabético, insulino dependente, não posso oferecer qualquer estimulo, alimentação é regrada, ele não gosta de várias texturas, bastante restrito. Se puderem me dar uma luz, agradeço muito.
  6. 9th janeiro 2018 | pv disse:
    Olá, Quando a criança com TEA gira muito objetos, qual a orientação? Pode deixar livremente, deve ser evitado, ou estimulado?
  7. 29th janeiro 2018 | Equipe Somar disse:
    Olá Paulo Victor, obrigado pelo contato. Primeiramente, feliz 2018! Pedimos que entre em contato direto com a gente ligando para os telefones: (81) 3441-5656 ou (81) 3039-5656 ou ainda enviando um e-mail para: somarecife@hotmail.com, assim podemosconversar melhor sobre esses comportamentos das crianças com TEA e definir a melhor maneira de ajudá-lo. Abraços, Equipe Somar.
  8. 29th janeiro 2018 | Equipe Somar disse:
    Olá Cristiane, obrigado pelo contato. Primeiramente, feliz 2018! Pedimos que entre em contato direto com a gente ligando para os telefones: (81) 3441-5656 ou (81) 3039-5656 ou ainda enviando um e-mail para: somarecife@hotmail.com, assim podemos conversar melhor sobre essa criança que você atende, fazer uma avaliação e definir a melhor maneira de ajudá-la. Abraços, Equipe Somar.

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